Olá, seja bem-vindo(a) ao site do Padre Wagner Eduardo Dias!
← Voltar para Notícias

Notícias da Igreja ·

Parolin: após as eleições nos EUA, esperamos colaboração e paz

✦

O cardeal secretário de Estado, em entrevista à margem de um evento na Universidade Urbaniana, comenta os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Ele se diz “seguro” de que haverá mudanças com a maioria democrata no Congresso e manifesta o desejo de que haja colaboração, mas, sobretudo, que se faça “todo o possível para encerrar a dolorosíssima página da Ucrânia” e dos conflitos em todo o mundo.

Salvatore Cernuzio – Cidade do Vaticano

Certamente haverá “mudanças” após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. “Esperamos que prevaleçam a razão e o bom senso” e que seja possível “colaborar”, fazendo “todo o possível para encerrar a dolorosíssima página da Ucrânia e tantos outros conflitos no mundo”.

Assim se expressou o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, ao comentar a chamada “onda azul” nas eleições de meio de mandato (midterm elections), que garantiram a maioria democrata nas duas Casas do Congresso norte-americano.

Na Universidade Urbaniana, onde participou de um congresso organizado pela Agência Fides por ocasião do centenário da ordenação dos primeiros seis bispos chineses, o purpurado respondeu às perguntas dos jornalistas.

Encerrar a dolorosa página da Ucrânia e dos outros conflitos

 

A esperança da Santa Sé, afirma o cardeal Parolin, é “que exista capacidade de colaboração”.

“Procuraremos encontrar formas de convivência em benefício do país. Isso é importante e é o que desejamos”, declarou.

“Certamente”, a presença majoritária dos democratas na Câmara e no Senado “trará mudanças”. “Agora veremos como essas mudanças serão administradas. Esse continua sendo, de certa forma, um ponto de interrogação, uma questão em aberto. Mas esperamos que prevaleçam a razão e o bom senso”, ressaltou o secretário de Estado.

“Agora é muito difícil prever que mudanças poderão acontecer. Esperamos que essas mudanças possam levar à paz, porque há muito tempo desejamos que se faça todo o possível para encerrar a dolorosíssima página da Ucrânia e tantos outros conflitos que existem no mundo.”

No entanto, acrescentou, “é difícil dizer agora o que acontecerá. Vamos ver, vamos esperar”.

O voto do Papa Leão

 

Sobre o voto que o Papa Leão XIV enviou pelo correio nas eleições de seu país natal, o cardeal Parolin reiterou que, como cidadão norte-americano, o Pontífice “tem todo o direito de fazê-lo”.

Prosseguir com o Acordo entre China e Santa Sé

 

Outro tema abordado na conversa com os jornalistas foi a China, assunto central do congresso, do qual participaram também o bispo de Hong Kong, cardeal Stephen Chow, o bispo de Pequim, Li Shan, e o bispo de Haimen, dom Ignazio Ding Zuyao.

O cardeal reafirmou que a Santa Sé mantém a linha de atuação prevista no Acordo com a República Popular da China para a nomeação de bispos, renovado por duas vezes.

“A linha tem sido essa, portanto, não houve mudanças. As nomeações dos bispos acontecem de acordo com as disposições do Acordo, e sobre isso o Papa deu seu consentimento”, explicou.

Parolin definiu ainda como “muito significativo o evento de hoje”, que celebra os cem anos da ordenação dos primeiros seis bispos chineses por parte de Pio XI.

Uma comemoração que “ressalta a dimensão da comunhão com a Igreja universal”, ou seja, “o fato de ser chinês, com todas as especificidades que isso implica”, e, ao mesmo tempo, “estar em profunda comunhão com o Papa e com a Igreja universal”.

Aperfeiçoar aquilo que é imperfeito

 

Manifestando sua alegria pela presença de dois bispos chineses na Universidade Urbaniana, Parolin também respondeu a uma pergunta sobre as recentes declarações de dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, a respeito de uma certa “imperfeição” no Acordo entre China e Santa Sé.

“Certamente, todos os acordos são imperfeitos. E, portanto, também aquele com a China”, afirmou.

Isso é ainda mais compreensível porque “não foi um Acordo fácil, diante da complexidade das situações e das condições em que tivemos de agir e nas quais ainda precisamos atuar”.

Entretanto, “o caminho está aberto”, e a comemoração de hoje “é um sinal de esperança”.

Por isso, concluiu o cardeal: “Vamos em frente, procurando aperfeiçoar aquilo que é imperfeito”.

Informação a serviço da fé e da comunhão

Acompanhe a IgrejaNotícias do Vaticano, do Brasil e do mundoLeia com discernimentoInformação para iluminar a caminhadaCompartilhe a Boa-NovaAjude esta mensagem a chegar mais longe